
Alfredo Tovar de Lemos, licenciado em medicina aos 23 anos, cedo começou a preocupar-se com os problemas sociais e com a saúde dos mais desprotegidos. O seu amor pelo próximo levou-o a interessar-se por todos os problemas onde verificava que a sua acção como médico podia ser útil. Dedicou-se ao estudo da Higiene Social e à propaganda da Educação Física, e dirigiu a primeira Escola de Reeducação de Sinistrados do Trabalho. Desempenhou diversos cargos públicos, tendo sido Delegado de Saúde e Vereador da Câmara de Lisboa.
No entanto, foi ao Escotismo que dedicou por mais largo tempo a sua atenção. Entrou para o nosso Movimento por convite do Rev. Eduardo Moreira e, desde logo, se sentiu atraído pelos objectivos educativos e mística do Escotismo.
Oficial do exército e médico prestigiado, acompanhou os trabalhos dos primeiros dirigentes da AEP, vindo a aceitar, em 1921, a orientação associativa, em momento difícil da AEP, tomando posse dos cargos de Presidente da Direcção e de Escoteiro Chefe Geral, realizou um extraordinário trabalho de reorganização, desenvolvimento e prestígio dos Escoteiros de Portugal.
Para se compreender a eficácia da sua acção, basta dizer-se que ao tomar posse encontrou um efectivo de 120 escoteiros. Quando se retirou em 1930, o número de escoteiros elevava-se a 5.000.
Ao seu trabalho ficamos a dever o crescimento do escotismo no país e o reconhecimento da sua importância cívica e educativa, quer pelos governantes quer pelo público em geral.
Aderente da primeira hora à ideia de criação da FAEP, apoiou o seu desenvolvimento inicial, tendo sido eleito o seu primeiro Presidente da Direcção, cargo que manteve até 1960.
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